A sessão EM FOCO desse mês da Revista HotelNews foi com o CEO da Samba Hotéis, Guilherme Castro.
Em um bate-bola curto, ele resume o momento atual da Rede Samba e fala de projetos e expectativas para 2018.

Revista HotelNews
EM FOCO

Guilherme Castro é o CEO da Samba Hotéis, marca que lança atualmente no Brasil uma nova bandeira: a Samba In The Box, que consiste em empreendimentos construídos a partir de contêineres. O projeto será apresentado durante a feira Sihra (Salon Internacional de la restauration, del’hótellerie et de l’alimentation), que acontece em março, em São Paulo (SP).

 

1 - Qual a missão da Samba Hotéis, como surgiu o conceito da empresa e de cada uma das bandeiras, incluindo a “Samba in The Box”?

 

Samba Hotéis surgiu para cobrir uma lacuna existente nos meios de hospedagens. Nas três marcas é possível notar pontos em comum que norteiam nossa visão de negócio: o primeiro é referente à criação de um ambiente que traga alegria, satisfação e bom custo-benefício, aliando a cultura e os ritmos brasileiros reconhecidos mundialmente; em segundo lugar, queremos trazer lucratividade, pois nada pode ser feito sem investidores satisfeitos e hotéis lucrativos; por último, o ambiente de trabalho tem que remeter à nossa visão e DNA da empresa, trazendo ao colaborador a mesma alegria e satisfação oferecida ao hóspede. Na bandeira Samba, os hotéis são de categoria upper midscale; a bandeira Bossa Nova, por sua vez, engloba os hotéis upscale. A nova, intitulada Samba In The Box, possui hotéis versáteis de padrão econômico, localizados em pontos estratégicos e com baixa oferta de hospedagem. Em geral, estradas de alto fluxo, ou grandes entrepostos comerciais e agrícolas. O modelo construtivo destes hotéis são os contêineres, visando a mobilidade e o baixo custo.

 

2 - O conceito “Samba In The Box” é relativamente novo no segmento hoteleiro. Como vão funcionar os hotéis e como vocês enxergam este nicho de mercado?

 

O conceito do Samba In The Box faz parte da plataforma de expansão da empresa pelo Brasil, que prevê um grande aumento de unidades nos próximos cinco anos. Sua montagem é feita em tempo recorde: um hotel com 120 quartos pode ficar pronto, em aproximadamente, três meses. Em um hotel convencional, depois de construído, o investidor fica ‘preso’ a demanda local. Em um Samba In The Box é possível alterar a quantidade de quartos e até o local do empreendimento, de acordo com a demanda real aferida pós-construção. Quando vemos o setor hoteleiro entendemos que há pouco diferencial competitivo. O que quisemos foi criar um salto exponencial e ter um grande “oceano azul” para o nosso crescimento, conseguindo unir, versatilidade, custo construtivo, retorno ao investidor e gerenciamento para o construtor. Desenvolvemos um produto que atende a necessidade de um mercado ainda em criação. Repensar o cenário atual da hotelaria, para nós, significa focar menos em luxo ou padrões pré-concebidos - muitas vezes de fora do Brasil e mal adaptados à nossa realidade - concentrando esforços para pensar o simples com grandiosidade e replicabilidade.

 

3 - Quais são as expectativas e estratégias para 2018 em relação ao novo projeto e os investimentos feitos inicialmente?

 

Nossa expectativa é fecharmos ao menos cinco contratos durante a Feira Sirha em São Paulo (SP), onde será apresentado o projeto, e dez contratos ao longo do ano. Os investimentos para o Samba In The Box são aproximadamente 20 milhões para os novos hotéis. No que tange às marcas “Samba” e “Bossa Nova”, teremos, até o final desse ano 15 hotéis em seis estados, os quais, somados às unidades Samba In The Box, chegarão ao total de 25 empreendimentos. Nossa estratégia é difundir o novo produto em pelo menos 30 localidades já estudadas e com alto potencial de retorno em até quatro anos. Essas localidades vão desde o interior do Mato Grosso até a região Norte e/ou desde o Oeste paulista até o interior do Rio Grande do Sul. No momento, temos 2 projetos em fase final de negociação, sendo o primeiro deles no estado de São Paulo, e o segundo em Minas Gerais. Os investimentos estão na casa dos 15 milhões, uma vez que são construções mais robustas, com uma média de 150 apastamentos cada. 

 

 

  

Leia no link da entrevista HotelNews.